








Publicada em 16/03/2010
Base: Rio de Janeiro
Profissionais estão revoltados com o anúncio de que não receberão participação nos lucros
Cláudia Fonseca
Um dia após a distribuição da edição especial do Aeroluta, intitulada “TAM não dá participação nos lucros, enquanto concorrente oferece 80% do salário”, a caixa de e-mails do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) ficou lotada. No boletim, trabalhadores são orientados a escrever o que acham de a TAM não pagar a Participação de Lucros e Resultados (PLR) no link Fale Conosco. Ao ler as mensagens, foi constatado que a revolta é maior do que a esperada; funcionários não aceitam a declaração da empresa e querem greve. Confira trechos de alguns e-mails recebidos pelo SNA.
“Achamos um absurdo a TAM não querer pagar a PLR. Minha sugestão é uma paralisação nas bases com a ajuda do sindicato, vamos fazer piquetes”
“As coisas aqui não andam bem, há muitas desigualdades. A notícia de que a TAM não quer dar a PLR deixou o pessoal indignado”
“O que falta é uma administração que dê valor ao bem mais precioso que ela tem: o funcionário. Somos nós que fazemos as coisas acontecerem, desde a manutenção até a linha de frente”
“Já não bastam os salários baixos, ainda vem uma bomba dessas”
“Estão colocando a culpa na pesquisa de satisfação do cliente. Mas como querem que o cliente se sinta satisfeito, se nem os funcionários estão? Espero que seja organizada uma greve como a da LUFTHANSA, que resultou em várias melhorias”
“Mecânicos e tripulação deveriam parar e fazer uma greve geral. Com o avião no chão, o prejuízo vai ser muito maior do que se ela pagar a PLR”
“O que devemos fazer é entrar em greve, a TAM não respeita seus funcionários. Acham que somos máquinas, somos tratador feitos lixo. E ainda informam que não vão pagar o PLR? Isso é um absurdo”
“É inacreditável. Um funcionário colabora o ano inteiro para a empresa crescer e obter lucros, mas não recebe nenhum valor por isso. Eles esquecem que um dia também foram empregados e sustentaram sua família com esse salário suado. Uma empresa que se preza não deveria tratar seus clientes internos assim”