Publicada em 26/11/2009

Base: Rio de Janeiro


SNEA admite que salário da categoria é muito baixo

Mas apesar de a TAM e a GOL terem lucrado US$ 1 bilhão, aéreas só querem dar 4% de reajuste


Por Cláudia Fonseca

Apesar de as duas maiores empresas aéreas TAM e GOL terem lucrado juntas US$ 1 bilhão entre janeiro e setembro desse ano, e do setor ter crescido 42%, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA) oferece aos seus funcionários apenas o INPC como reajuste, que equivale a aproximadamente 4%. A proposta foi apresentada aos Sindicatos Trabalhistas durante a última rodada de negociações da Campanha Salarial, no dia 25 de novembro.

Caso fosse comparada ao Produto Interno Bruto (PIB) atingido pelas companhias, a reposição deveria ser equivalente a 35%. O próprio negociador do patronal, Odilon Junqueira, afirmou que o salário da categoria é muito baixo e avaliou que melhorias dependem da união dos trabalhadores. Durante a reunião, foi citado o exemplo dos bancários, que entraram em greve e conseguiram aumento real e outras conquistas dos itens sociais.

Como o desempenho das aéreas brasileiras foi o melhor em todo o mundo, os sindicatos não se contentam com a proposta do SNEA. Para acabar com o impasse, o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) pede autorização da categoria para dar continuação a uma negociação que possibilite a conquista do ganho real. A direção sindical pede que os trabalhadores acessem o site www.sna.org.br e entrem no link Fale Conosco, para dar o seu posicionamento.

Piso
Os sindicatos cutistas foram os únicos que se mobilizaram com a questão do piso dos operadores de equipamento de viatura. Durante a negociação, entregaram ao SNEA um abaixo assinado com a reivindicação de aumento para esses profissionais. O documento foi assinado por trabalhadores de todo o Brasil.




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