








Publicada em 30/10/2009
Base: Rio de Janeiro
Após paralisação da categoria, direção da empresa volta atrás
Por Cláudia Fonseca
A paralisação organizada pelos trabalhadores da TAP/VEM de Porto Alegre, em 27 de outubro, surtiu efeito. Na manhã seguinte, o presidente da empresa Nestor Koch se reuniu com o sindicato e anunciou que atenderia à reivindicação da categoria. No dia em que terminou o plano de diminuição de jornada e salário, os profissionais de produção foram informados que passariam a trabalhar dois sábados ao mês, sem nenhuma negociação prévia. Até então, suas jornadas não incluíam fins de semana. Ao receberem a notícia, se revoltaram e pararam de trabalhar.
No dia 28, os aeroviários bateram cartão às 7hs, mas não trabalharam. Às 9hs, durante reunião, a direção da empresa informou aos funcionários que os sábados não fariam mais parte de suas jornadas. Segundo o Sindicato de Porto Alegre, 90% dos trabalhadores aderiram ao movimento. Os outros 10% fazem parte de setores que não tiveram os horários modificados, como o administrativo.
Para Osvaldo Rodrigues, diretor do Sindicato de Porto Alegre, essa foi uma grande vitória da categoria. “Nós estacionamos um carro de som na beira da cerca da TAP para mobilizar a categoria”, declara. Todo esse movimento não surtiu efeito isolado. No Rio de Janeiro, também ocorreram mudanças.
Rio também se mobiliza
No Rio de Janeiro, os trabalhadores de produção da TAP/VEM também seriam prejudicados após o fim do plano de diminuição de jornada e salário. Eles teriam meia hora diminuída de sua carga horária semanal, mas deveriam dobrar o número de plantões mensais.
Revoltados e incentivamos pelo movimento de Porto Alegre, reivindicaram à direção que a jornada fosse a mesma à anterior ao plano, e foram atendidos. As negociações foram conduzidas pelo gerente de manutenção Antônio Carlos Marine. O Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) declara que esse é um exemplo de que quando há união entre a categoria, mudanças podem ocorrer.
A organização informa que a luta não deve parar. Segundo a direção do SNA, os trabalhadores da TAP/VEM precisam se organizar para discutir o Plano de Cargos e Salários apresentado pela empresa. “Esse deveria seria um plano de cargos e salários, não apenas de cargos, como está acontecendo. A revisão do salário dos mecânicos ficou esquecida pela empresa”, declara Selma Balbino, Secretária Geral do sindicato.