Uma história de lutas, derrotas e conquistas
Em 1942, apenas 15 anos após o surgimento da aviação brasileira, um grupo de trabalhadores da linha de frente da Panair do Brasil, Real Transporte Aéreo e Cruzeiro do Sul se organizou e criou a Associação Profissional dos Aeroviários, que logo se transformaria em um sindicato. A instituição tinha como objetivo lutar por uma aviação eficiente, que deveria servir à nação, transportando de norte a sul, leste a oeste. A organização cresceu e se tornou o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), que em seu longo percurso guarda muitas histórias de lutas, derrotas e conquistas. Mas apesar do tempo que passou, o foco continua sendo o mesmo: defender os interesses dos aeroviários.
Durante todo esse tempo, nossa ação sempre foi além da busca pelos direitos da categoria, principalmente a partir dos anos 60. Defendemos nesse período a democracia brasileira, marca constante de nossa existência. Tivemos que nos unir ainda mais durante o golpe militar, para não deixar nosso sonho morrer. Foram anos difíceis. Em nosso céu surgiram nuvens espessas com a ditadura, que entrou em nossas casas e tentou destruir a nossa história.
Mas nada poderia apagar um trajeto de lutas e vitórias, companheiros ativos resistiram bravamente. Otto Canhedo Lopes e Ourival de Carvalho, o primeiro Presidente do Sindicato, são exemplos de resistência que infelizmente não estão mais vivos para contar as suas histórias. Também não podemos esquecer de outros nomes de grande importância para nós, como José Correia, Juracy de Camargo, José Botelho e outros tantos, que graças à forte crença em seus ideais não permitiram que as ações do maior Sindicato dos Aeroviários do Brasil fossem apagadas da memória dos trabalhadores.
O sonho não acabou
Com a remoção das espessas nuvens, que se dissiparam às custas de muitas vidas e sofrimentos físicos e psicológicos, conseguimos manter nossa luta entre o capital e o trabalho. Apesar da ditadura militar, triste período de intervenção que contribuiu para a estagnação não só das conquistas da categoria aeroviária, como também de toda a sociedade, nós não perdemos nossa força. A continuidade da luta é um eterno compromisso daqueles que possuem ideais coletivos.
Exemplos que sempre devem ser lembrados são os companheiros Jader, Roberto Dantas, José Dantas Filho, Norival Costa de Souza, Ismael Amud Filho, Sidney Schuartz, José Nobre Filho, José Silveira Goulart entre outros. Foram esses trabalhadores os responsáveis pela reconstrução e combatividade do SNA, em 1986.
Hoje, esse belo ancião, fundado em 25 de agosto de 1942, tem como marca principal o reconhecimento de toda a sociedade, incluindo nossa categoria, instituições sindicais e patronais. A importância do Sindicato Nacional dos Aeroviários nos momentos decisivos de tomadas políticas traçadas pelo governo ou pelos trabalhadores nunca será esquecida.
E é com essa mesma obstinação e responsabilidade que a atual direção dá continuidade a incessante busca pelo respeito que os trabalhadores da aviação merecem. Os aeroviários devem ser reconhecidos pelo seu trabalho, que é de suma importância para o cenário nacional. Essa é a nossa luta. Por nossos direitos e pela nossa liberdade.