Fim da Campanha Salarial
* Por Cláudia Fonseca
Após meses de negociação, trabalhadores de Táxi Aéreo decidem aceitar proposta do sindicato patronal de reajuste de 2% a cada dois meses, até atingir os 8% do INPC do período. Ao perceber o tempo que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) levaria para julgar o caso, a categoria resolver voltar atrás.
Campanha Salarial
Categoria não aceita última proposta do SNETA
Para trabalhadores, Líder quer pagar igual as “Casas Bahia”
*Por Cláudia Fonseca
A última proposta de reajuste salarial oferecida pelo Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA) não agradou nem um pouco a categoria. Com a companhia Líder frente à negociação, o oferecido foi de 2% de reposição em dezembro, 2% em março, 2% em julho e 2% em outubro.
Nas assembleias realizadas em todo o Brasil pelos sindicatos, nos dias 16 e 17 de fevereiro, os trabalhadores se recusaram a aceitar a oferta. Segundo eles, a empresa apresenta uma proposta digna de parcelamento das “Casas Bahia” (referência à loja de eletrodomésticos que faz grandes parcelamentos na venda de seus produtos).
Novela sem fim
Apenas a negociação com o SNETA ainda não chegou ao fim. Todo esse impasse ocorre porque a empresa Líder Táxi Aéreo se recusa em dar um reajuste aos aeroviários que esteja de acordo com o bom desempenho do setor. Outras empresas menores, porém, já adiantaram reposição de 4%.
O SNA informa que não vai fechar nenhum acordo sem o consentimento da categoria. Os sindicatos de outras bases informam que apoiarão a medida que o SNA definir, e atuarão em conjunto por um salário digno para os trabalhadores.
Ministério Público intervém na negociação
Para buscar um consenso entre empresas e trabalhadores, o Ministério Público do Trabalho (MPT) resolveu intervir. O órgão sugeriu um reajuste de 4% em dezembro e 3,26% em março, na reunião realizada no dia 27 de janeiro.
Diferente da categoria, o SNETA não concordou com a proposta. Sendo assim, o próximo passo do SNA será a instauração de processo de Dissídio Coletivo, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Campanha Salarial - A luta Continua
SNETA mantém proposta de apenas 1,5 % de reajuste
* Por Cláudia Fonseca
Sindicatos dos trabalhadores recebem mais um banho de água fria. As instituições esperavam ouvir do Sindicato Nacional de Táxi Aéreo (SNETA) uma proposta de reajuste salarial melhor do que a apresentada na última rodada de negociações. Mas o valor oferecido durante a reunião do dia 7 de janeiro continuou o mesmo. Reposição de 1,5%. A novidade agora é que as companhias propõem um reajuste de 8% em todos os pisos.
Além de pífia, a proposta é contraditória. O sindicato patronal alegava que não poderia oferecer mais de 1,5% porque as companhias menores seriam prejudicadas. Mas a proposta de reajuste de 8% nos pisos tem um impacto muito maior justamente nessas empresas.
Justificativas não mudam
O discurso continua o mesmo. Fernando Alberto dos Santos, representante do SNETA, insistiu em dizer que a cada dia que passa a situação do setor é pior. “Eu vou pedir um lenço aos meus companheiros para secar suas lágrimas, porque nunca ouvi tanta lamuriação aqui. Isso é um exagero”, afirmou Selma Balbino, secretária geral do SNA.
A diretora avisou que irá pedir à direção da ANAC uma radiografia do setor. Segundo ela, as empresas não atuam de forma transparente. “Vocês precisam começar a tratar o trabalhador com o respeito que ele merece. Vamos tomar uma atitude mais séria”, avisa às companhias.
Assembléias serão realizadas para definir junto aos trabalhadores quais medidas serão adotadas. Mas os dirigentes sindicais deixaram claro que a categoria não irá aceitar a proposta. O SNA afirma que, se necessário, manifestações serão realizadas para reverter esse quadro.
Empresas vão lucrar em 2009
Umas das alegações de Fernando Alberto é que a estimativa de lucro do setor em 2009 é 32% menor do que o de 2008. A informação apenas aumentou a revolta dos presentes à mesa.
“Vocês vão diminuir o lucro? Isso significa que, ainda assim, vão continuar lucrando. Mas como fica o trabalhador que terá um prejuízo médio de 6%, se a proposta de vocês for mantida?”, questiona Cláudio Toledo, assessor econômico do sindicato nacional dos aeronautas.
Segundo ele, no ano passado foi a mesma “choradeira”. O economista recorda que foi acordado um reajuste com o INPC parcelado, pois as empresas afirmaram que não tinham condições de oferecer aumento. Mas até setembro de 2008 o setor teve um crescimento de 38%.
Reunião no Ministério Público
O Sindicato Nacional de São Paulo se reuniu com o SNETA no Ministério Público do Trabalho, no dia 21 de janeiro. A procuradoria tentou um acordo, mas não foi possível, já que os dirigentes sindicais afirmaram que a categoria não irá aceitar nada abaixo de 8% de reajuste.